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ARAPUTANGA: Moradores reclamam de matagal, cobras e moluscos próximos ao Lago Azul
Moradores reclamam do matagal que cresceu na área verde nas imediações da Rua Cassimiro de Abreu às margens das quadras 105, 106, 109 e 110, em Araputanga.
Na direção norte, as quadras 106 e 110 estão próximas da Rua Amador Bueno que margeia o Lago Azul e, as quadras 105 e 109 têm como vizinhos as importantes Ruas Washington Luiz e Marquês de Pombal. Veja fotos aqui.
O problema levantado por seis que moram nas proximidades, que está a duas quadras da nova sede da APAE-ARA, não é só o mato, que já serviu inclusive, para bandidos esconder motos roubadas da 39ª Ciretran, mas também, o grande número de animais peçonhentos como aranhas caranguejeiras, cobras e o temido caramujo que há alguns anos “povoa” tanto locais nobres como inóspitos, da cidade.
No dia 09 de janeiro/14, a reportagem da Folha de Araputanga foi convidada a comparecer no local e foi recebida por um grupo de vizinhos que relatou viver má sorte em diversidade.
Entre os relatos, a Senhora (I.) que há anos mora no local, confirmou que aparecem cobras que vêm do matagal que cobre um pequeno leito de água que desemboca no Lago a pouco mais de cem metros.
Outra Senhora (N.) que cuida de três netos, de sete, três e de dois anos, aponta que não há iluminação pública e nem poste instalado na Rua Cassimiro de Abreu. Ela também reclama do grande número de caramujos, aranhas e cobras.
Dois homens acompanharam a visita da reportagem. Um deles, o Senhor (E.) relatou que além das cobras e caramujos o local é, também, ponto para usuários de drogas. Ele reclama contra a falta de iluminação pública e disse que iniciou processo na Justiça, desde o ano de 2012 para que os responsáveis que cobram taxa de iluminação pública, providenciem luminosidade no local. Indignado Senhor (E.) diz que a escuridão do lugar vem favorecendo aos ladrões que têm arrombado residências.
Outro Senhor disse que a área verde, cujo mato está mais alto do que os muros próximos vêm abrigando, além dos moluscos, animais peçonhentos, motos roubadas (recuperadas pela polícia) e, além de abrigar lixo, há menores dependentes de drogas que procuram o local para fumar. Ele que mora há pelo menos uma década no local, disse que um vereador prometeu aterrar as imediações para que os moradores se livrem do matagal.
Enquanto a reportagem ouvia o relato dos moradores, nas proximidades da Rua Cassimiro de Abreu, um menor chegou e disse que apenas ele, há pouco tempo, matou três cobras que saiam do matagal alagadiço. As palavras do menor foram confirmadas pelos vizinhos presentes à reunião.
O grupo de moradores informou que nos últimos 12 meses só aconteceu uma limpeza no local, mas recentemente, ainda não relataram o problema às autoridades municipais.
Eles estão conscientes e, alguns com medo da violência que o local enseja. Uma das Senhoras concluiu que, sem iluminação, morar perto do Lago Azul, em Araputanga, é o equivalente a convidar os bandidos para o furto residencial.
Um dos homens observou que, nos dias de festas e shows nas imediações do Lago, a Rua Cassimiro de Abreu funciona como motel e, tem sido obrigado a suportar o insulto de ver o terreno amanhecer com preservativos.
Outro fato reclamado é sobre a coleta do lixo. Embora a rua ofereça condições de tráfego, foi relatado pelos moradores que o lixo não é coletado pelo caminhão, na Cassemiro de Abreu. Os habitantes dizem que precisam colocar os detritos em saco plástico para deixar na esquina com a Washington Luiz, onde passa a coleta.
O grupo de vizinhos espera que as condições higiênicas e de limpeza possa “habitar o local” que tem servido, também para abrigar cachorros, gatos e outros pequenos animais mortos.
Roçar o local pode ajudar, contudo, pode não resolver o problema em relação aos problemas elencados pelos moradores, como a existência de animais peçonhentos.
Por telefone, a reportagem da Folha de Araputanga procurou o Secretário de Obras, mas seu telefone não atendeu. Ainda por telefone, um funcionário lotado no setor disse que o secretário deslocou-se para um assentamento e não havia chegado até às 19h30min.
ATENÇÃO: Para atender ao anonimato solicitado pelos moradores, as iniciais, que representam pessoas na reportagem, são fictícias.

